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Desde o interior da ditadura mais repressiva do mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, Dentro do Segredo.  

 

Em Abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na Coreia do Norte.

 

Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos.

 

A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao quotidiano da sociedade mais fechada do mundo.

 

Repleto de episódios memoráveis, num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito sobre nós próprios.

 

O novo livro de José Luís Peixoto,Dentro do Segredo, Uma viagem na Coreia do Norte, chega às livrarias portuguesas, a 16 de Novembro de 2012.

 

 


11 comentários

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De Leandro a 11.01.2013 às 01:37

O primeiro livro que li esse ano foi "Escape from camp 14" http :/ www.almedina.net catalog /ebook_info.php?ebooks_id=97802307611866) de um jornalista americano chamado Blaine Harden. Esse livro conta a dramática história de um coreano, chamado Shin Dong-hyuk, que é, até onde se pode averiguar, o único fugitivo dos campos de concentração da Coréia do Norte que conseguiu sobreviver. Não li ainda o seu livro "Dentro do Segredo", mas gostaria de saber se tocas no assunto dos campos de concentração.

A história de Shin é assustadora. Indico o livro de Harden a todos que gostariam de saber um pouco sobre o que se passa na Coréia do Norte. Os campos de concentração são o extremo de uma situação que é essencialmente calamitosa em todos os setores da sociedade. A crueldade é tanta que, por vezes, parece que o que se conta é pura ficção.
Os campos de concentração nazistas e os Gulags soviéticos não são nada perto dos campos coreanos. E o critério dessa comparação não reside no maior ou menor nível de crueldade, mas sim na contemporaneidade da situação: Os campos nazistas e os Gulags estão cronologicamente distantes de nós, são marcas vergonhosas de nossa história moderna; Os campos de concentração coreanos são uma realidade imediata. Há coreanos sendo escravizados, brutalizados e morrendo nesse exato momento. Há um governo desumano que cerceia a liberdade dos indivíduos em nome de uma fantasia infantil que resulta numa brutalidade sem limites. Leiam a história de Shin (que é a história de tantos outros norte-coreanos), e saberão do que eu estou falando.

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