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O Prémio Salerno Libro d' Europa foi atribuído em Itália ao romance "Livro" de José Luís Peixoto. 

 

Os outros finalistas foram romances da autoria da alemã Judith Schalansky, do italiano Paolo di Paolo, da francesa Jakuta Alikavazovic e do suíço Arno Camenisch.

 

O prémio é atribuído por um júri composto por 50 leitores de Salerno e 50 leitores do meio literário e editorial de toda a Itália (críticos, professores universitários, autores, etc).

 

A tradução italiana deste romance, entitulada "Libro", está publicada pela Einaudi, com tradução de Sandra Biondo.

 

 

"Libro" no site da Einaudi AQUI.

 

 

 

José Luis Peixoto vince la prima edizione del Premio Salerno Libro d'Europa. Il verdetto ieri pomeriggio, durante l'appuntamento clou del festival Salerno Letteratura. Lo scrittore portoghese ha vinto con il romanzo "Libro" (Einaudi), scelto da una giuria formata da cinquanta lettori di Salerno e da altrettanti "addetti ai lavori" (critici, giornalisti, agenti letterari, docenti universitari e professionisti dell'editoria di tutta Italia). 

 

 

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publicado às 17:23

Traduzione di Sandra Biondo

 

2013

L'Arcipelago Einaudi
pp. 304 

ISBN 9788806212889

 

C'è un bambino accanto alla fontana di un piccolo villaggio portoghese. Ha solo sei anni e stringe un libro tra le braccia. Lo stringe forte come se da quel contatto dipendesse la sua sopravvivenza, come se quel volume definisse il volume di tutto il suo mondo. Perché in effetti il piccolo Ilídio non ha piú nulla: la madre l'ha abbandonato lí prima di emigrare in Francia, come molti portoghesi negli anni Cinquanta. Ilídio, nonostante tutto, crescerà e diventerà uomo, e conoscerà la fatica e conoscerà l'amore.
Ma quando anche Adelaide, l'adorata, la sognata Adelaide, sarà costretta a emigrare a Parigi, Ilídio non rimarrà inerme accanto alla fontana, da solo. Questa volta combatterà: anche se vuole dire affrontare un viaggio che ha il sapore epico dell'odissea verso la metropoli, seducente e crudele, del maggio del '68.

 

 

L'autore ha detto di Libro:

 

"Scrivere un romanzo vuol dire portare dentro di sé un segreto enorme. Provare a disfarsene parlandone non serve a niente. Il mondo diventa conoscibile solo dopo la scrittura. L'unico modo per liberarci del peso del segreto è scriverlo. Fino ad allora, è impossibile da condividere. Tutto ciò che non è il romanzo è incapace di comunicarlo. Mentre lavoravo a "Libro" dubitavo di me stesso, temevo che i personaggi non uscissero fuori, o la mia pelle assumesse la ruvidezza delle pietre del villaggio che riempiva i miei pensieri. Spesso, a metà di una conversazione, iniziavo a parlare con la voce di Galopim, di Cosme d'Ilidio mentre attende il ritorno della madre. A quell'epoca mi portavo addosso anni che non avevo mai vissuto ma che, durante la stesura del romanzo, respiravo in maniera assoluta, totale. Sono nato l'anno della Rivoluzione dei garofani, nel settembre 1974, ma le domeniche, durante gli interminabili pranzi di famiglia, i miei genitori e le mie sorelle ripetevano le storie di prima che io nascessi quando, durante la dittatura, erano emigrati in Francia. Esattamente come centinaia di migliaia di altri portoghesi. Un milione e mezzo di persone sono emigrate in Francia tra il 1960 e il 1974: circa il 15% di tutta la popolazione del paese. Questa era la dimensione del segreto che mi portavo addosso mentre scrivevo "Libro". I miei genitori sono tornati in patria pochi anni prima della mia nascita, stabilendosi nel piccolo borgo nell'entroterra di Alentejo..."

 

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publicado às 10:17

 

Livro, José Luís Peixoto, Éditions Grasset

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publicado às 16:21

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publicado às 16:28

Depois de várias edições em Portugal, Ilídio, Adelaide, Galopim, Cosme e restantes personagens de Livro atravessam o oceano e, no início de Fevereiro de 2012, chegam ao Brasil.

 

Livro, o quarto romance de José Luís Peixoto, chega às livrarias brasileiras numa edição da Companhia das Letras. 

 

No que diz respeito a traduções, depois de Espanha, Livro será publicado brevemente em Itália (Einaudi) e em França (Grasset). Estando outras traduções ainda em curso.

 

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Temas:

publicado às 22:38


Texto: CÉSAR PRIETO

 

La literatura portuguesa, afortunadamente, empieza a tener presencia y descarga en las librerías españolas. Han de ser pequeñas editoriales quienes la rescaten de su injusta sensación de olvido y nos presenten las obras de una nueva generación maravillosa. “Libro” parte de una imagen aterradora y brutal: una tarde de 1948 Ilidio, con seis años, queda esperando a su madre en la fuente con una maleta; no vuelve a aparecer nunca más y lo rescata de madrugada el albañil Josué. La ambientación desvela el mundo de la emigración portuguesa a Francia, pero “Libro” es mucho más que eso: es el rugoso acecho de la sociedad rural, como en Faulker; es el goce en retratar secundarios y conversaciones de barbería como en Galdós y, sobre todo, tiene mucho de Saramago y de Lobo Antunes.

 

Tras esa noche de 1948 la novela recorre sesenta años de la historia de Portugal y llega hasta la actualidad. Aunque la segunda parte ofrece nuevos datos para reinterpretar la trama, “Libro” está plagado de episodios hondos, sensaciones estremecedoras y personajes que rozan el esperpento, perfectamente deformes –dona Lubelia y su ataúd; el Sorna, que bebe todo el vino de una fiesta– y de episodios crueles –el cadáver descuartizado que aparece en una maleta y sobre todo el sexo–. El sexo es desamparado y triste, desde la masturbación de Ilidio y Cosme pensando en la sobrina de dona Lubelia, Adelaide, se sucederán abusos, la tristeza de Josué anudado a la joven hija del Pulguinhas, breves explosiones de miseria… Quizás el encuentro más delicado sea el escondido entre Ilidio y Adelaide –ya casada– cerca de la casa de dona Milú, donde nace al fin y al cabo la novela.

 

Ilidio emigra también a Francia con su amigo Cosme para buscar a su novia y completar lo que dejaron pendiente en el pueblo. Es Cosme –celador de un hospital– quien la ve por casualidad y todo se emboza entonces en encuentros y desencuentros hasta convertir la estructura en una novela bizantina de los suburbios industriales de París. No me permito, para salvaguardar la sorpresa, exponer más detalles, el último es simplemente señalar que “Libro” es un texto magnífico y terrible, heredero del realismo mágico, pero falto de entes maravillosos, que supura vida por cada uno de sus cientos de costados.

 


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publicado às 18:18

Em 2011, 'Livro' será publicado no Brasil pela Companhia das Letras, na França pela Grasset e na Espanha por El Aleph.

Os direitos deste romance estão neste momento a ser negociados para vários outros idiomas.

Além destas, em 2011, haverá diversas outras edições estrangeiras de obras de José Luís Peixoto.

 

*****

 

In 2011, 'Livro' (Jose Luis Peixoto's latest novel) will be published in Brazil by Companhia das Letras, in France by Grasset and in Spain by El Aleph.

The translation rights of this novel are currently being negotiated for several languages.

Besides 'Livro', other works by Jose Luis Peixoto will be published in translation throughout this year.

 

 

Companhia das Letras

Editions Grasset & Fasquelle

El Aleph Editores

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Temas:

publicado às 23:59

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publicado às 18:30

É, sem dúvida, uma obra prima da literatura portuguesa. Um romance sobre a emigração económica e também política, dos anos cinquenta até à Revolução de Abril e à actualidade.

 

As descrições minuciosas e perfeitas da vila alentejana e das suas gentes encontram paralelo na visão dos bairros da lata de Champigny e Saint Denis.

 

Livro, título da obra, é simplesmente o livro que Ilídio dá à sua namorada Adelaide e o nome que esta dará mais tarde, casada em Paris com o intelectual comunista Constantino, ao filho que nasceu de um fortuito encontro com Ilídio, numa sua vinda à terra sem o marido.

 

As personagens, muito elaboradas, são de uma verdade e de um pitoresco fabulosos, cruas e por vezes muito originais e coloridas; o Cosme, amigo do coração de Ilídio e de Adelaide; o padre manhoso e falso; o generoso e leal Josué, pedreiro e mestre de Ilídio, seu amigo; a negra Sidonie, a quem Livro ensina a literatura; a velha, luxoriosa e gananciosa, Lubélia, enterrada viva.

 

A interioridade riquíssima de Livro mostra um ser complexo, que tudo abrange e finalmente se revela autor de tudo o que lemos, autor, narrador e personagem. Dito isto, sentimos que não dissemos ainda o essencial, porque este romance é a tal ponto renovador que dá à pungência da realidade social como que um toque de magia, fundindo-a nos sonhos dos emigrantes, cristalizados nas suas casas afrancesadas, cheias de azulejos e de ostentação.

 

A poética de José Luís Peixoto está muito discretamente na sua escrita, pelo meio de exuberantes referências culturais.

 

Leiam e verão se este não é o ponto mais alto de um escritor por vezes, como Saramago, tocado pelo génio.

 

Urbano Tavares Rodrigues





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publicado às 15:34

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publicado às 16:53



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