Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




um dia, quando a ternura for a única regra da manhã,
acordarei entre os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela.
e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.
um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for
tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada
de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da
nossa janela. sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso
será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi
nem uma palavra, nem o príncipio de uma palavra, para não estragar
a perfeição da felicidade.

 

 

poema de José Luís Peixoto, in A Criança em Ruínas

 

 

111112.jpeg

(edição brasileira, Dublinense) 

 

 

 

criançaemruinas.jpeg

 (edição portuguesa, Quetzal)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:12




Instagram


papéis jlp
Arquivo de recortes sobre José Luís Peixoto e a sua obra.

projecto moldura

galveias no mundo






install tracking codes
Visitors since may 2015

Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



page contents





Perfil SAPO

foto do autor