Jose Luis Peixoto's Antidote, translated by Richard Zenith will be presented at The Last Bookstore (453 South Spring Street, Los Angeles), on thursday, 20th june, at 7.30 pm.
Live music by Black Bird and Lauren Pendergrass.
The Last Bookstore info about the event
José Luís Peixoto escreveu o texto "Portugal, pays du doux soleil" para a edição de junho do Le Monde Diplomatique.
Um excerto deste texto pode ser lido AQUI.
Jose Luis Peixoto a contribué à l'édition de juin du Monde diplomatique avec le texte "Portugal, pays du doux soleil".
Un extrait de ce texte peut être lu ICI.
Nos dias 2 e 8 de junho, a partir das 16h, José Luís Peixoto estará na Feira do Livro de Lisboa a autografar os seus livros junto da Quetzal Editores.
Em protesto contra a não realização da Feira do Livro do Porto, José Luís Peixoto terá um encontro com leitores e sessão de autógrafos no dia 5, a partir das 18h30, nos Maus Hábitos, Porto.
Clicar aqui para ler no Expresso sobre a acção do Porto.
José Luís Peixoto participará em quatro conversas públicas, que terão lugar em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. As mesmas estão integradas no programa Vozes da Literatura Portuguesa, que é organizado pela Casa Fernando Pessoa e que tem lugar no contexto do Ano de Portugal no Brasil.
SÃO PAULO
21/05 (terça) - 20h00
SESC CONSOLAÇÃO - Rua Doutor Vila Nova, nº. 245, CEP: 01.222-020
Conversa entre Ana Luísa Amaral, Gastão Cruz e José Luis Peixoto, moderação de Inês Pedrosa
PORTO ALEGRE
23/05 (quinta)- 14h00
PUC - Av. Ipiranga, 6681 - Partenon - Porto Alegre
Conversa entre Ana Luísa Amaral, Gastão Cruz , José Luis Peixoto, Lídia Jorge, Patrícia Reis e Rui Zink
23/05 (quinta) - 17h30
INSTITUTO ESTADUAL DO LIVRO - Rua André Puente, 318, bairro Independência, Porto Alegre
Conversa entre Ana Luísa Amaral, Gastão Cruz , José Luis Peixoto, Lídia Jorge, Patrícia Reis e Rui Zink
RIO DE JANEIRO
25/5 (sábado) - 18h00
INSTITUTO MOREIRA SALLES - R. Marquês de São Vicente, 476 - Gávea RJ
Conversa entre Ana Luísa Amaral, Gastão Cruz , José Luis Peixoto, Lídia Jorge, Patrícia Reis e Rui Zink, moderação de Inês Pedrosa
Não contem comigo para defender o elitismo cultural. Pelo contrário, contem comigo para rebentar cada detalhe do seu preconceito.
A cultura é usada como símbolo de status por alguns, alfinete de lapela, botão de punho. A raridade é condição indispensável desse exibicionismo. Só pertencendo a poucos se pode ostentar como diferenciadora. Essa colecção de símbolos é descrita com pronúncia mais ou menos afectada e tem o objectivo de definir socialmente quem a enumera.
Para esses indivíduos raros, a cultura é caracterizada por aqueles que a consomem. Assim, convém não haver misturas. Conheço melhor o mundo da leitura, por isso, tomo-o como exemplo: se, no início da madrugada, uma dessas mulheres que acorda cedo e faz limpeza em escritórios for vista a ler um determinado livro nos transportes públicos, os snobs que assistam a essa imagem são capazes de enjeitá-lo na hora. Começarão a definir essa obra como "leitura de empregadas de limpeza" (com muita probabilidade utilizarão um sinónimo mais depreciativo para descrevê-las).
Este exemplo aplica-se em qualquer outra área cultural que possa chegar a muita gente: música, cinema, televisão, etc. Aquilo que mais surpreende é que estes "argumentos", esta forma de falar e de pensar seja utilizada em meios supostamente culturais por indivíduos supostamente cultos, e só em escassas ocasiões é denunciada como discriminadora do ponto de vista sexual ou social.
Isso são livros de gaja, dizem eles. Às vezes, para cúmulo, há mesmo mulheres que dizem: isso são livros de gaja.
A raiz da minha cultura não pertence ao elitismo. Tenho orgulho das minhas origens, do meu avô pastor, do meu pai carpinteiro, como outros têm orgulho dos seus longos nomes compostos.
Depois de um trabalho que encerre convicções profundas, que tenha em conta os princípios da sua área artística, que seja consciente da história dessa área e que faça uma proposta coerente e inovadora, acredito na divulgação o mais ampla possível.
Esconder uma obra em tiragens de 300 exemplares não lhe acrescenta um grama de valor artístico. Quando essa falta de divulgação resulta de uma escolha, pressupõe, quase sempre, falta de consideração pelo público, a crença de que um público mais vasto seria incapaz de entender tamanha sofisticação.
Acredito que a poesia pode ser publicada em caixinhas de fósforos, escrita com trincha ou spray nas paredes, impressa em t-shirts, afixada no facebook. Em qualquer um desses lugares, será diferente, mas em todos continuará a ser poesia.
É ridícula a ideia de que a divulgação deturpa. A banalização é sempre tarefa de quem banaliza e não do objecto banalizado. Quem não for capaz de convocar os seus sentidos e a sua razão para apreciar uma determinada obra, apenas por acreditar que se encontra muito difundida, tem problemas graves ao nível do espírito crítico e da isenção mais básica. Esse é um daqueles casos em que se aconselha a lavagem de olhos. É aí que reside a deturpação.
Admiro o povo ao qual pertenço. Não o povo mitificado, admiro o povo quotidiano. Gosto de ir a feiras. Gosto de comer frango assado com as mãos. Devo tanto à cultura deste povo como devo a Dostoiévski. Há alguns meses, a personagem de uma telenovela citou um poema escrito por mim. Toda a gente da minha rua viu e ouviu. A minha mãe ficou orgulhosa e eu também.
Chamo-me José ou, se preferirem, Zé. Desprezo o elitismo. O verbo não é exagerado, adequa-se bem ao que sinto.
Hei-de sempre divulgar o meu trabalho na máxima dimensão das minhas capacidades. Devo esse esforço à convicção que tenho naquilo que escolhi dizer. Fico feliz se vejo os meus livros disponíveis em supermercados, estações de correios, bombas de gasolina ou bibliotecas públicas.
Aquilo que faço não existe sozinho, precisa de alguém que lhe dê sentido, o seu próprio sentido e interpretação pessoal. Se uma árvore cair sozinha na floresta, sem ninguém por perto, será que faz barulho? Por esse motivo, o esforço de divulgação é também uma mostra de respeito para com essas pessoas, é um sinal da minha crença nelas e no seu valor. Exactamente como estas palavras, que existem porque estás a lê-las.
Escrevo romances, a minha força de vontade é enorme. Tenho 38 anos, conto estar por cá durante bastante tempo. Tenho ainda muito por fazer. Habituem-se. Não tenho medo.
José Luís Peixoto, in revista Visão (Maio de 2013)
José Luís Peixoto dará uma palestra sobre a sua obra na Universidade Hankuk de Estudos Estrangeiros, em Seul, no dia 9 de Maio, às 13 horas.
José Luís Peixoto colaborou no último número da revista McSweeney's e participará na leitura pública que terá lugar em Nova Iorque, no Joe's Pub, no dia 30 de Abril, às 21.30.
Participarão também Francisco Goldman, Clancy Martin, Wyatt Mason, Francesco Pacifico, entre outros.
Esta sessão está integrada no programa do festival Pen World Voices.
José Luís Peixoto estará em Bogotá a participar em algumas actividades literárias.
Estará também a promover a edição de colombiana de Te me moriste/Antídoto (Taller de Edición Rocca).
Dia 20 de Abril
10h30 - Centro Cultural Gabriel García Márquez, Livraria Fondo de Cultura Económica
José Luís Peixoto desenvolverá algumas ideias sobre a escrita literária.
16h - Feira do Livro de Bogotá - Sala Porfírio Barba Jacob, Corferias
Conversa entre José Luís Peixoto, Piedad Bonnett e Norma Valencia
Dia 21 de Abril
17h - Feira do Livro de Bogotá - Pavilhão de Portugal
Apresentação de Te me moriste/Antídoto por Miguel Ángel Manrique e o autor.
José Luís Peixoto na imprensa colombiana:
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