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No dia 27 de janeiro, às 13 horas, José Luís Peixoto apresentará a sua obra numa conversa com alunos da Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio.

 

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publicado às 15:05

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Obrigado, Clara.

 

 

"Estamos aqui, neste instante que esperou a sua vez desde a início dos tempos. Estamos aqui, o caminho também é um lugar." José Luís Peixoto

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publicado às 17:25

Nos próximos dias, José Luís Peixoto estará em São Tomé e levará a cabo diversas actividades ligadas à escrita e à leitura.

 

Nos dias 12 e 13 de janeiro, das 14 às 17 horas, no Centro Cultural Português, dinamizará uma oficina de escrita.

 

Durante todo o dia 14, fará sessões para alunos em professores em diversas escolas da ilha. 

 

No dia 15, das 9h30 às 11h30, terá um encontro com os alunos do 12º ano do Instituto Diocesano de Formação. 

 

Também no dia 15, quinta-feira, às 17h, haverá apresentação do romance "Galveias" no Centro Cultural Português. 

 

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 Foto por JLP, no instagram.

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publicado às 21:24

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A 15 de Fevereiro de 2015, chegará às livrarias alemãs, austríacas e suíças a edição alemã do romance "Uma Casa na Escuridão" com o título "Das Haus im Dunkel", tradução de Ilse Dick, publicado por Septime Verlag.

 

"Das Haus im Dunkel" ist der Titel des José Luís Peixoto neuer Roman in Deutsch. Übersetzt von Ilse Dick, von Septime Verlag. In den Buchhandlungen auf 15. Februar 2015.

 

Der Erzähler, ein junger erfolgreicher Autor, führt den Leser in ein altes, von einem verwilderten Garten umgebenes und für einen Monat im Jahr in Dunkel versunkenes Haus. Er bewohnt dies mit seiner vom Lebensschmerz gezeichneten Mutter, der stillen Sklavin Miriam und unzähligen, sämtliche Räume bevölkernden Katzen. In ihm selbst lebt seine Geliebte, eine wunderschöne, der eigenen Fantasie entsprungene Frau.
In diesem, nach festen Regeln uralter Ordnung lethargisch dahindämmernden, Mikrokosmos taucht plötzlich wie ein Vorbote der großen Finsternis ein alter Freund aus Kindertagen auf, der Prinz von Calicatri. Eine vom Prinzen angekündigte »Invasion der Barbaren« wird zur schrecklichen Realität. Viele Menschen fliehen aus der Stadt, doch einige bleiben, um sich schicksalsergeben dem Unvermeidlichen zu fügen. In furchtbarer Grausamkeit werden sie von den Invasoren entsetzlich zugerichtet, und auch das Haus im Dunkel und seine Bewohner werden von ihnen heimgesucht und nicht verschont.

Zielsicher und mit leichter Hand spinnt José Luís Peixoto ein Netz, in dem Vergangenheit und Gegenwart, Reales und Irreales miteinander verwoben werden, gewährt Einblicke in Gefühlswelten und verflicht zarte Bande mit menschenverachtender, sinnloser Gewalt.

 

 

 

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publicado às 12:38

A convite da associação Pais em Rede, José Luís Peixoto conheceu o Martim. O pequeno livro que escreveu sobre ele tem ilustrações do Vasco Gargalo e foi lançado no início de Dezembro.

O valor das vendas reverte inteiramente para a associação Pais em Rede. Para adquiri-lo ao preço de 4 euros, é favor escrever para encomendasmeninosespeciais@gmail.com 

 

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publicado às 13:52

4 dezembro, 21h - BAIXA DA BANHEIRA - Auditório José Manuel Figueiredo

5 dezembro, 21h - CASCAIS - Biblioteca Municipal de Cascais

6 dezembro, 21h - PAÇOS DE FERREIRA - Biblioteca Municipal de Paços de Ferreira

7 dezembro, 16h - GUIMARÃES - Fnac Guimarães

11 dezembro, 18h - PARIS - Fundação Calouste Gulbenkian

13 dezembro, 17h - PONTE DE SOR - Casa da Cultura

14 dezembro, 15h30 - SETÚBAL - Livraria Bertrand (Setúbal)

15 dezembro, 18h30 - LISBOA - Fnac Chiado

18 dezembro, 18h - GUIA - Fnac Guia

19 dezembro, 18h - SINES - Livraria A das Artes

21 dezembro, 16h - LISBOA - Livraria Bertrand (Colombo)

23 dezembro, 16h30 - OEIRAS - Livraria Bulhosa (Oeiras Parque)

 

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publicado às 10:55

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publicado às 04:02

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publicado às 14:14

Todo o silêncio

28.10.14

 

De nome inteiro, o escritor está sentado à mesa. Quem terá tratado do arranjo de flores que tem à sua frente? O microfone funciona.

 

Enquanto apresento o meu livro em bibliotecas e livrarias, acabo quase sempre por te referir. Nesses momentos, és personagem de episódios, autor de frases, portador de lições que ainda fazem sentido. Muito raramente, como se me espreitasses através de uma frincha, o teu olhar pode atravessar essas palavras que escolho para te mencionar. Eras chuva de muitos dias seguidos, essas palavras são uma gota.

 

Não é possível saber o que entendem as pessoas que me olham. Posso imaginar o que quiser a partir da sua atenção, escolho a melhor possibilidade, a mais benévola. Leio algumas páginas do livro em voz alta, exactamente como se estivesse a descobri-las.

 

O escritor está disponível para autografar os seus livros. Por favor, formem a fila nesta direcção. A minha caligrafia, embaraçosa como a minha voz gravada em vídeos antigos de festas de anos. De cada vez que escrevo o meu nome, o teu nome vai sobreposto ao meu. Da mesma maneira, lá no cemitério, no mármore, o meu nome está sobreposto ao teu.

 

Um homem de quarenta anos deitado sobre uma cama de hotel, iluminado pela televisão ligada. Com esta idade, mais do que nunca, distingo-te em mim. Entrava no teu quarto à noite, vias qualquer coisa na pequena televisão a preto e branco, e deitava-me ao teu lado. A minha pele tem a mesma cor da tua. Sou capaz de comparar as minhas mãos com as tuas. Conto o tempo que me falta para ter a idade que tinhas quando te perdi. Faço contas às idades que os meus filhos terão. Tento rejeitar esses pensamentos. Não quero, esse tempo é demasiado cedo para morrer, mas, como também sabes, importa pouco aquilo que queremos.

 

Amanhã, o André faz dez anos, mas tu não chegaste a conhecer o André. Às vezes, distingo-lhe traços teus, maneiras. Se for real e possível, se os meus olhos não estiverem deturpados pelo que quero ver, fui eu que transportei esses pequenos gestos. Levei-os talvez naquilo que faço todos os dias, nas minhas próprias maneiras. Como serias tu com dez anos? O André já ouviu falar muito de ti. Contei-lhe histórias que não chegam para que te conheça.

 

Aquele gajo que aparece na televisão sentou-se no restaurante e escolheu o prato do dia. Não vai querer as entradas, pois não? Juntos, pousámos os cotovelos em toalhas de papel como esta. Essas eram horas boas. O passado ficou com todas as conversas que tivemos à espera que chegasse a comida ou, depois, diante de nódoas de gordura e migalhas de pão. Agora, consigo recordar-nos em restaurantes como este, mas não temos som, não consigo reconstruir nenhuma das conversas que tivemos. Talvez falássemos de temas muito ligados à véspera desses dias distantes, ou talvez a minha memória tenha deixado de guardar essa informação, precisou do espaço para qualquer outro assunto.

 

Já depois da conta, o senhor do restaurante deseja-me sorte para os livros, e aponta para a televisão onde me viu, presa à parede. Agradeço e, nesse momento, entendo de repente a simpatia pouco habitual, o sorriso a despropósito.

 

Sim, pai, às vezes, vou à televisão falar dos meus livros.

 

É difícil explicar. Haveria de surpreender-se bastante com aquilo que aconteceu. Nunca apareci na pequena televisão a preto e branco que tinha no quarto e, com toda a sua capacidade de idealizar o futuro, haveria de ficar incrédulo se alguém lhe contasse. O meu pai não tinha forma de imaginar que, um dia, com este caminho feito, eu seria um escritor a dar autógrafos.

 

Para o meu pai, serei sempre um rapaz de futuro incerto, com a carta de condução acabada de tirar, a estudar para ser professor. Quando pousava as pálpebras sobre os olhos, o sofrimento, sei que uma das suas preocupações era: o que irá ser deste rapaz? Ele próprio, muitas vezes, dizia esta frase. Dentro de mim, sou capaz de ouvir a sua voz a dizê-la.

 

Agora, nada pode mudar esse facto. Mesmo que passe o resto da minha vida a escrever livros, mesmo que sejam lidos por milhares e milhares de rostos atentos, mesmo que o meu nome seja repetido todos os dias em bibliotecas e livrarias. Para o meu pai, nunca serei escritor.

 

José Luís Peixoto, in revista Visão, 23 de outubro de 2014

 

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publicado às 10:01

Na revista Visão.

 

No jornal i.

 

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publicado às 23:12



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