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José Luís Peixoto participará en múltiples actividades literarias en Buenos Aires. Las novelas Galveias (publicado por Random House) y Cementerio de Pianos (Editorial HUM) ya están disponibles en Argentina.

 

30/09, 22h, La Abadía Centro de Artes y Estudios Latinoamericanos - Gorostiaga 1908 C1426 C.A.B.A.

 

01/10, 17h, Sala Mediterránea Café Teatro – Tucumán 3378 – Presentación de Cementerio de Pianos

 

02/10, 17h30, La Abadía Centro de Artes y Estudios Latinoamericanos - Gorostiaga 1908 C1426 C.A.B.A.

 

03/10, 19h, Escuela Superior en Lenguas Vivas "Sofía E. B. de Spangenber" - Juncal 3201, C1425AYQ CABA

 

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publicado às 18:01

 

 

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publicado às 17:07

José Luís Peixoto participará en las siguientes actividades en Montevideo y Rivera. La novela Cementerio de Pianos tendrá una edición disponible en Uruguay y Argentina, publicada por la Editorial HUM. Las tres primeras participaciones se integran en el programa Filba Internacional.

 

23/09, 18h, Centro Cultural de España- Rincón 629, 11000 Montevideo

23/09, 21h, Libreria Escaramuza - Dr Pablo de María 1185, 11200 Montevideo

24/09, 16h, Centro Cultural de España - Rincón 629, 11000 Montevideo

26/09, 10h30, Escuela Nº 64, Rivera

26/09, 18h, Centro Regional de Professores del Norte, Rivera

27/09, 18h, Alliance Française, Bulevar Gral. Artigas 1271, Montevideo

29/09, 20h, Feria Internacional del Libro de Montevideo

 

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Sobre Cementerio de Pianos:

 

Premio Cálamo “Otra Mirada” a mejor novela extranjera publicada en España en 2007

Una novela dinámica, elegíaca e indudablemente musical, que abarca tres generaciones de la misma familia y que culmina con la muerte de Francisco Lázaro, el maratonista portugués que fuera el primer atleta en morir en un evento olímpico (Estocolmo, 1912) debido al intenso calor durante la carrera.

Nacimiento, muerte, regeneración: estos tres temas cobran un significado casi ritual en la obra de Peixoto.

Un padre y un hijo también están en el centro de El cementerio de pianos –uno muerto, el otro vivo- y ambos se turnan a la hora de narrar la historia de una familia repleta de infidelidades y abuso doméstico (un gran problema en Portugal; Peixoto señala que muere una mujer a la semana por esta causa) y cuyos secretos son extraídos cuidadosa e inesperadamente en una hipnótica serie de párrafos elípticos y laberínticos.

“Cementerio de pianos (2006) experimenta con un estilo que recuerda a Antonio Lobo Antunes, porque el espacio-tiempo narrativo se define según la memoria subjetiva, caprichosa y no siempre fiable de sus protagonistas, entre los cuales el principal es Francisco Lázaro, el célebre corredor olímpico portugués que falleció en 1912, mientras participaba en los juegos Olímpicos de Estocolmo.” (Santiago Villa Chiappe, revista Arcadia)

 

“Un valor seguro de la literatura portuguesa, con gran sentido del lenguaje poético y gran dominio de la lengua.” (Manuel Vázquez Montalbán)

 

“Lo fantástico es contado con la naturalidad de lo cotidiano. La crónica y la fábula se superponen, como las historias que cuentan o presencian o callan los personajes de William Faulkner o de Juan Rulfo.” (Antonio Muñoz Molina)

 

“La escritura de José Luís Peixoto es a un tiempo fresca, ágil, envolvente y, asimismo, contiene toda una herencia literaria universal. Estamos ante un escritor maduro. Un admirable narrador portugués.” (Luís Sepúlveda)

 

“José Luís Peixoto es una de las revelaciones mas grandes de la literatura portuguesa.” (José Saramago)

 

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publicado às 23:45

José Luís Peixoto participará no Festival Paulicéia Literária 2016, em São Paulo, e na Festa Literomusical, em São José dos Campos (SP).

 

Dia 17 de Setembro, 19h, conversa com Manuel da Costa Pinto, no âmbito do Festival Paulicéia Literária, na sede da AASP - Rua Álvares Penteado, 151 - Centro - São Paulo/SP

 

Dia 18 de setembro, 10h, conversa com Murilo Marcondes de Moura e Rita Elisa Seda, no âmbito da Festa Literomusical, no Parque Vicentina Aranha, R. Eng. Prudente Meireles de Morais, 302 - Vila Adyanna, São José dos Campos - SP

 

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publicado às 14:03

 

 

Perdemos a capacidade de explicar às gerações mais novas como era antes. Podemos iniciar essa tentativa mas, ao fim de minutos, ou nos confundimos e começamos a divergir, ou eles se desinteressam e começam a escutar música de elevador dentro da cabeça, ou talvez escutem aquele ruído estático de quando os canais de televisão não emitiam programas durante vinte e quatro horas por dia, aquela imagem de grão cinzento que quase esquecemos também.

 

É normal que os mais jovens deixem de nos prestar atenção, é sempre assim quando alguém começa a falar uma língua que não entendemos. Raramente nos sentimos tão sozinhos como num jantar de polacos. Também é normal que nos falte coerência e articulação, fomos soterrados pelo tempo.

 

Parecia controlável, era incontrolável.

 

Hoje, os telemóveis são pequenas extensões do mundo ou, com mais probabilidade, de nós próprios. Há realidades e paisagens que apenas existem na internet, mergulhamos nelas. Com o telemóvel na mão, de repente, deixamos de ser um corpo com vontade e propósito, passamos a ser um objecto que está ali, um obstáculo com volume e textura, mas cuja existência está noutro lugar qualquer. Há muito que deixou de ser notícia a imagem de toda a gente nos transportes públicos a ver o telemóvel, toda a gente na sala de espera a ver o telemóvel.

 

Num esforço da memória, admiramo-nos com o tamanho dos primeiros aparelhos, com o gesto que tínhamos de fazer para puxar a antena quando recebíamos uma chamada, com aquele toque irritante da Nokia. Estas lembranças impressionam-nos, sobrepomo-las a tudo o que sabemos agora. Levamos no telemóvel a internet: a possibilidade de contactar todos com quem já nos cruzámos, um escritório inteiro e distrações para todos os gostos, para todos os likes.

 

Agora, a esta distância, olho com uma certa ternura para aqueles que, nos anos noventa, juravam que nunca iriam ter telemóvel. Insurgiam-se contra a obrigação de estarem sempre contactáveis, achavam (com razão) que perdiam liberdade. Hoje, essa ideia desapareceu. Agora, ninguém quer estar incontactável. Preocupamo-nos de morte quando sabemos que algum amigo nosso está incontactável. Sem pensarmos muito nisso, sem debate, damos por garantido que os telemóveis salvam vidas. Hoje, se alguém garante que ficou sem rede ou sem bateria, pensamos: mentiroso, adúltero.

 

Aqueles que juravam que nunca iam ter telemóvel são como os romanos que permaneceram na Península Ibérica depois da chegada dos árabes, são como os árabes que se deixaram ficar após a chamada "reconquista cristã". Ou, com mais precisão, são como os cristãos-novos, os judeus que, no século XV, foram obrigados a converter-se ao cristianismo.

 

De nada vale dizer-lhes: eu bem te avisei. Com mais certeza, se não tiverem esquecido completamente quem eram, serão eles a dizer-nos essa mesma frase.

 

Ao contrário do que se costuma afirmar, a internet não é para sempre. Em poucos lugares os assuntos envelhecem tão depressa. Ao fim de algumas semanas, já ninguém quer ver a sex-tape da estrela do maior reality show do momento; ao fim de alguns meses, já ninguém sabe quem essa pessoa é.

 

Seguramente que a memória não ficará salvaguardada nas redes sociais. As redes sociais são feitas de presente. Nelas, o passado desaparece da forma mais absoluta de todas: perde significado.

 

Os adolescentes passam as reuniões de família a olhar para o telemóvel. Um dia, estes adolescentes serão pais em reuniões de família. Para onde irão olhar os adolescentes do futuro?

 

 

José Luís Peixoto, in GQ, Maio de 2016

 

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publicado às 12:33

Ouvir aqui:

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publicado às 20:42

 

 

 

Por todos aqueles que se dirigiam à vida, que só esperavam vida

e que, sem saber, caíram desamparados no abismo opaco da morte;

por todos aqueles que acordavam de manhã, que se alimentavam

de ilusão, invencíveis perante a sua teimosia inocente, e que, na

dobra de um instante, desprotegidos da solidão, acordados a meio

de um sonho, caíram desamparados no abismo opaco da morte;

por todos aqueles olhares que refletiam a luz do dia, montras de

segredos, rostos que lembraremos com um sorriso brando e que,

sem motivo, caíram desamparados no abismo opaco da morte;

estas palavras frágeis e inúteis, este tempo breve e insuficiente.

Existiram como nós, foram gente como nós, sentiram como nós.

Por todas as palavras que disseram, pela forma humana como as

pronunciaram, pela memória incandescente da sua voz, pelo seu

tempo de pessoas, estas palavras incapazes, este tempo incapaz

e o caminho x ou y que escolhemos para segui-los.

 

 

José Luís Peixoto, inédito

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publicado às 15:41

José Luís Peixoto terá um encontro com os estudantes de língua e literatura portuguesa em Pequim, na Universidade de Estudos Estrangeiros, no dia 23 de junho, a partir das 15h. 

 

Entre 25 de junho e 1 de julho, José Luís Peixoto participará na semana da poesia de Xichang, na província de Sichuan. 

 

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publicado às 10:01

José Luís Peixoto é o anfitrião do programa de tv "Volta ao Mundo", que pode ser visto na RTP3 aos fins de semana. 

O mês de maio foi dedicado à Extremadura espanhola. Os quatro primeiros episódios podem ser vistos aqui:

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

Episódio 4

O mês de junho é dedicado à África do Sul:

Episódio 5

Episódio 6

Episódio 7

Episódio 8

Em Julho visitamos as Seychelles:

Episódio 9

Episódio 10

Episódio 11

Episódio 12

Agosto é dedicado a Hong Kong:

Episódio 13

Episódio 14

Episódio 15

Episódio 16

 

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publicado às 11:01

José Luís Peixoto presentará su libro "Dentro del Secreto, un viaje por Corea del Norte" en la Féria del Libro de Madrid, en el dia 2 de junio, a las 13 horas, en el Pabellón de Actividades

 

A las 18 horas, firmará ese libro en la caseta nº 201 de la editorial Xordica. 

 

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publicado às 11:00



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