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José Luís Peixoto participará nas seguintes actividades literárias em Bordéus:

 

01/12, 18h, Rencontre à la Librarie Mollat, Salons Albert Mollat: 91 Rue Porte-Dijeaux, 33000 Bordeaux

 

02/12, 9h-12h, Atelier d'écriture a la Université Bordeaux Montaigne, Auditorium Maison des Étudiants: Domaine Universitaire, 19 Esplanade de Antilles, 33607 Pessac

 

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publicado às 23:40

José Luís Peixoto participará em múltiplas actividades literárias em São Paulo, Porto Velho e Rio de Janeiro.

 

São Paulo, 23/11, 19h, Centro Universitário Maria Antónia - Rua Maria Antónia, 294 Vila Buarque 

Porto Velho, 25/11, 8h30, Teatro Banzeiros - 258, Rua José do Patrocínio, 110

Rio de Janeiro, 27/11, 18h30, Pier Mauá - Av. Rodrigues Alves, 20, Armazéns 2 e 3, Centro

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publicado às 10:57

Prefácio de José Luís Peixoto ao livro "Quadro de Honra", livro com mais de 30 entrevistas a bandas históricas de rock alternativo (metal, hardcore, etc) português. 

 

UNDERGROUND FOREVER

por José Luís Peixoto

 

Estamos aqui. Chegará um dia em que tudo o que constitui este instante será passado. Essa é uma verdade simples de que ninguém duvida. Aceitamo-la enquanto teoria que conhecemos desde sempre, certeza que faz parte do essencial. No entanto, quando esse dia chegar mesmo, quando tudo o que constitui este agora, estiver à beira de desaparecer, havemos de admirar-nos com a fugacidade do tempo e da vida.

 

O entendimento que os seres humanos têm do tempo depende da sua perspectiva, do que viveram, do que esperam viver, do que estão a viver. Agora, temos problemas e desafios que nos parecem enormes. Neste momento, são tudo. Daqui a algumas semanas, meses ou anos, quando já conhecermos o desenlace que inevitavelmente terão, havemos de relativizá-los porque, nessa altura, já estaremos frente a outros problemas e a outros desafios, a nossa perspectiva terá mudado.

 

O presente é uma espécie de quarto, estamos nele. Sabemos que a casa tem outras divisões, somos capazes de imaginá-las, mas não é lá que estamos, a sua realidade não é concreta. Escolhi comparar o presente com um quarto porque foi no meu quarto de adolescente que, pela primeira vez, ouvi uma grande parte da música que está referida neste livro.

 

Terminavam os anos oitenta, começavam os anos noventa. Eu tinha 16, 17, 18 anos. O primeiro concerto a que assisti da música que eu gostava foi Ratos de Porão, na Incrível Almadense, em janeiro de 1992. A primeira parte foi feita por Procyon, uma banda que, então, tinha uma demo tape de sucesso e um teledisco, como dizíamos, que passou no Pop Off, o programa de televisão que dava no segundo canal a horas que eram tardias para mim porque, nas manhãs seguintes, entrava cedo na escola.

 

Esse concerto ficou conhecido por alguns mitos, como o boato generalizado de que tinham morrido pessoas do público. Não sendo verdadeiro, esse boato era bastante verosímil. Ao longo do concerto, foram muitos os que se lançaram dos balcões mais altos da Incrível Almadense, como aliás ficou registado em algumas fotos impressionantes do Cameraman Metálico, também ele uma instituição que marcou esses anos.

 

Faz muito sentido que a primeira banda a que assisti ao vivo pertencesse ao chamado crossover. Os Ratos de Porão estiveram entre as primeiras grandes bandas que misturaram metal e hardcore. Essa era também a minha filiação. Depois de começar a ouvir metal no início da adolescência, a rebeldia social do hardcore cativava-me. Estas palavras são muito insuficientes para descrever a importância que esse concerto teve para mim.

 

No ano passado, vinte e cinco anos depois, cruzei-me com o João Gordo, vocalista dos Ratos de Porão, no parque de estacionamento de um centro comercial em São Paulo. Abordei-o e disse-lhe que tinha estado lá, nesse concerto. Ele disse "sim, sim" e fez algumas piadas por eu ser português. Não lhe levei a mal, mas fiquei a pensar nesta dicotomia passado/presente.

 

Em 1991, no Alentejo, eu maltratava uma pobre guitarra Fender numa banda chamada Hipocondríacos. Escolhemos o nome com um dicionário na mão. Nos flyers que enviávamos com a correspondência, definíamos o nosso som como hardcore/grindcore. Sem recursos e sem talento, tentávamos imitar algumas das bandas mais intensas a que conseguíamos chegar: Napalm Death, Slayer, Extreme Noise Terror, etc.

 

As nossas glórias foram: 1) os ensaios, onde se juntavam sempre meia dúzia de amigos; 2) um par de demo tapes que registámos diretamente com um gravador (rec+play); 3) a inclusão em algumas compilações de bandas portuguesas em cassete; 4) a primeira parte de um concerto dos Braindead que, na altura, tocavam um thrash que adorávamos.

 

Creio que já ouvi mais vezes o nome dessa minha banda depois de publicar livros, quando me perguntam acerca disso em entrevistas, do que durante os dois anos que durou. Ainda assim, a importância que teve para mim é enorme e difícil de quantificar. Devido a essa experiência, respondi a inúmeros questionários de fanzines. Neles, era obrigado a encontrar palavras que definissem aquilo em que acreditava. Crescia assim.

 

Recordo esse passado com muito detalhe. Consigo ainda sentir como o vivia quando era presente. Também essa sensação é inexprimível. Levo dentro de mim o que ainda está vivo desse passado. Quando conto as suas histórias a quem não as viveu, parece-me que não consigo explicar realmente o que pretendo dizer.

 

Talvez seja assim com todas as épocas. Com muita probabilidade, no futuro, haverá alguém a tentar explicar este momento, este agora, e a não ser capaz de fazê-lo completamente. Será alguém com os olhos a brilhar, que dirá "naquele tempo", que terá uma expressão oblíqua por se sentir incompreendido.

 

As páginas que se seguem trazem-me muitas lembranças e, em vários casos, arrumaram-me a memória. Ao longo dos anos 90, fui uma das cabeças que abanaram em concertos de bandas como os Sacred Sin, os Shrine ou os Decayed. Tive as demo tapes e, depois, os discos de bandas como o Thormenthor ou os Mata-Ratos. Assisti a concertos memoráveis de bandas como os Ramp ou os Mão Morta. Andei em concertos da margem Sul, da linha de Sintra, Linda-a-Velha, Sacavém, Alverca, Juke Box, Ritz Club, Rock Rendez Vous, etc.

 

Este livro contém duas bandas que, pelo muito que partilhámos não poderia deixar de fazer uma menção especial. É esse o caso dos X-Acto, que contribuíram muito para a minha formação ética e com quem partilhei anos que jamais esquecerei. E é também o caso dos Moonspell, família, irmãos com quem posso sempre contar e podem sempre contar comigo. Sem falsas presunções, de uma forma que só eu e eles sabemos, os X-Acto e os Moonspell deram-me o privilégio de sentir que também fiz parte dessas bandas. Essa é uma experiência que me sensibiliza profundamente, que me define e que levarei por toda a minha vida.

 

Ainda assim, quando recebi o convite para escrever estas palavras, perguntei-me se seria merecedor desta honra. As páginas deste livro evocam um tempo que é maior do que cada um de nós.

 

Quem passou pelo underground, como sempre lhe chamámos, sabe o quanto aprendeu. O underground significava não esperar por ninguém para fazer o que queríamos fazer, o que tínhamos de fazer, o que nascemos para fazer. O underground significava acreditar. Sem essa experiência, não estaria aqui.

 

Underground forever, escrevíamos nós no fim das cartas que enviávamos com selos cobertos por cola, para serem usados muitas vezes. Cooperation, not competition, escrevíamos também.

 

As bandas que encerram este livro são herdeiras desse tempo. Noutra época, com vantagens e desvantagens, mostram que os problemas e os desafios não terminaram, nunca terminam.

 

Ainda bem que existe este livro. Contribui de maneira honesta para mostrar que aquele tempo existiu, o underground existiu. E mesmo que não consigamos explicar completamente o quanto que significou para nós, este livro ajuda-o a permanecer durante mais algum tempo, faz com que um pouco daquilo que o underground foi continue a existir agora.

 

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publicado às 15:54

El 7 de noviembre, a las 19h30, José Luís Peixoto presentará su nueva novela - "Galveias" - en la librería Tipos Infames (Chueca, San Joaquín, 3, Madrid).

 

La novela "Galveias" tiene tradución castellana de Pilar del Rio y Antonio Saez Delgado y edición de Literatura Random House

 

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publicado às 11:49

José Luís Peixoto apresentará a edição árabe do romance Cemitério de Pianos:

 

25/10, 15h, Universidade Ain Shams, Faculdade Al Alsun - Khalifa Mamoon, Abasseia, Egipto

26/10, 19h, Livraria Diwan - 26 July St, Zamalek, Cairo Governorate 11211, Egipto

 

غدًا الموافق الخامس والعشرين من أكتوبر، تُقام ندوة بحضور جوزيه لويس بايشوتو بكلية الألسن بقاعة المؤتمرات بتمام الساعة الثالثة عصرًا.
كذلك يوم الأربعاء الموافق السادس والعشرين من أكتوبر في ديوان الزمالك في تمام الساعة السابعة لتوقيع ومناقشة روايته. 

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publicado às 09:52

Em Montevidéu:

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Em Rivera,

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Em Buenos Aires:

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Em Lima:

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Em Santiago do Chile:

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publicado às 11:31

José Luís Peixoto participará en las siguientes actividades en Santiago:

 

12/10, 17h, Centro de Língua Portuguesa, USACH, Las Sophoras 135 - Presentación de la novela Galveias

13/10, 10h00, Auditório 1 de la USACH, Las Sophoras 135

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publicado às 16:45

José Luís Peixoto participará en las siguientes actividades en Lima:

 

08/10, 18h, Librería del Fondo Café Galería –Calle Esperanza 275, Miraflores – Presentación de Galveias

 

10/10, 19h, Universidad del Pacífico – Av. Salaverry 2020, Jesús María 15072

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publicado às 18:26

José Luís Peixoto participará en múltiples actividades literarias en Buenos Aires. Las novelas Galveias (publicado por Random House) y Cementerio de Pianos (Editorial HUM) ya están disponibles en Argentina.

 

30/09, 22h, La Abadía Centro de Artes y Estudios Latinoamericanos - Gorostiaga 1908 C1426 C.A.B.A.

 

01/10, 17h, Sala Mediterránea Café Teatro – Tucumán 3378 – Presentación de Cementerio de Pianos

 

02/10, 17h30, La Abadía Centro de Artes y Estudios Latinoamericanos - Gorostiaga 1908 C1426 C.A.B.A.

 

03/10, 19h, Escuela Superior en Lenguas Vivas "Sofía E. B. de Spangenber" - Juncal 3201, C1425AYQ CABA

 

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publicado às 18:01

 

 

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publicado às 17:07



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