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José Luís Peixoto participará em várias atividades à volta da apresentação da edição japonesa do romance "Galveias", traduzido por Maho Okazaki Kinoshita, publicado pela editora Shinchosha com o título  ガルヴェイアスの犬.

 

7 Novembro, 15h15 — Sophia University

12 Novembro, 12h40 — Tokyo University of Foreign Studies

13 Novembro, 19h — Livraria Shinjuku Kinokuniya — Conversa com a escritora Kyoko Nakajima.

 

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publicado às 15:57

José Luís Peixoto é convidado do Singapore Writers Festival, onde participará nas seguintes actividades:

 

3 nov, 19h00 Deconstructing the Narrative — The Arts House (TAH), Blue Room

 

4 nov13h00 Of Intersections and Crossroads — Funan Showsuite, Junction of Hill Street and Hih Street

 

4 nov17h00 Ghosts of Trauma — The Arts House (TAH), Chamber

 

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publicado às 02:41

A editora albanesa Ombra acaba de publicar o romance Nenhum Olhar, com o título AsKush Nuk Na Vestro.

 

Este é o segundo livro de José Luís Peixoto a ser publicado na Albânia. O primeiro foi Dentro do Segredo, lançado pela Odeon em 2017.

 

A tradução é de Ermira Danaj.

 

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publicado às 18:30

José Luís Peixoto é convidado do Ubud Writers & Readers Festival e do International Board On Books For Young People (Ibby) e participará nas seguintes actividades em Ubud e Jacarta:

 

UBUD

25 Out14h30 — ‘Small Towns, Big Imagination’ — Taman Baca. Festival Hub, Jl. Raya Sanggingan, Ubud

 

26 Out13h00 — ‘The Big Read: Journeys’ — Taman Baca. Festival Hub, Jl. Raya Sanggingan, Ubud

 

27 Out12h00 — ‘Special Event’ — Nusantara by Locavore. Jl. Dewisita, Ubud

 

 

JACARTA

30 Out14h00 — Kelompok Pencinta Bacaan Anak/ Society for the Advancement of Childrens Literature — TC Permata Hijau, Rukan Diamond No. 22-34, Jl. Arteri Permata Hijau, Jakarta 12210

 

31 Out10h00 — Universitas Indonesia — Jl. Margonda Raya, Pondok Cina, Beji, Kota Depok, Jawa Barat 16424

 

31 Out14h30 — Tempo Media Week — Jakarta

 

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publicado às 02:51

Em antecipação à Feira do Livro de Guadalajara, que este ano terá Portugal como convidado de honra, José Luís Peixoto estará à conversa com António Ortuño e Nuno Júdice no âmbito dos Diálogos México-Portugal, na Fundação José Saramago.

 

16 de outubro, 19h30 Fundação José Saramago

 

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publicado às 14:49

Gorongosa

10.10.18

 

Os animais não esqueceram. Quando percebem que estamos a aproximar-nos, famílias inteiras de macacos fogem diante de nós, trepam aos ramos mais altos; as impalas saltam na distância, traçam arcos perfeitos, é elegante o medo que as leva; até os leões, perante o nosso avanço cauteloso, se mudam para uma sombra mais distante.

 

Às sete da manhã, a terra ainda está fresca. O capim fura uma neblina rasteira que não ultrapassa a base dos troncos. As árvores sabem muito, desenham uma paisagem de riscos que se estende até onde os olhos aguentam ver. No ar limpo e no silêncio, o cheiro fértil da terra e o som de uma enorme multidão de insectos, aves que dispõem deste céu sem fim. O início do dia parece o início do mundo e, no entanto, há rastos que o vento apagou nos caminhos, mas que ainda se sentem.

 

A casa dos leões não é usada há muito tempo. Hoje, só o simbolismo da sua história tem utilidade. O ano de 1940 ficou assinalado a cimento pelos portugueses que a levantaram. Então, destinava-se a receber os visitantes que vinham caçar. Com milhares de hectares à escolha, decidiram construir a pouca distância do rio e, na época das chuvas, o edifício ficou inundado. Dois anos depois, quando os homens o abandonaram, os leões reclamaram-no. Foi a partir daí que, ocupada por leões que subiam pelas escadas até ao terraço ou que permaneciam no seu interior, começaram a chamar-lhe "casa dos leões". Essa época terminou quando as paredes foram atravessadas por rajadas de tiros, quando os degraus das escadas foram destruídos. Durante os anos da guerra civil, os animais selvagens foram dizimados para servir de alimento aos militares. Em 1992, não houve cessar-fogo para os animais da Gorongosa porque, a partir daí, chegaram os caçadores furtivos.

 

Quando passamos pela casa dos leões, são estas memórias que se distinguem naquelas ruínas sujas.

 

Às vezes, quando passamos, há animais que ficam parados a olhar para nós. Fixam-nos com a mesma curiosidade com que os fixamos a eles. Há tanto que queremos dizer-lhes, mas esse instante dura pouco. Distinguem-nos um gesto, visível ou invisível, e estremecem numa corrida que parece sem fim ou direção. Com pena, ficamos a vê-los afastarem-se. Talvez um dia, voltemos a merecer a confiança dos animais.

 

A tarde é tingida por um calor seco. Como uma nuvem de pó, ar espesso e amarelecido pelo sol. O som dos insetos que marcam o horizonte é agora diferente. As raízes dos embondeiros continuam a segurar a terra.

 

Quando seremos capazes de dar valor ao que é realmente importante? É fácil esquecê-la, subestimá-la, mas é sempre a terra que está lá, por baixo de tudo o que fomos capazes de construir, por baixo de todo o alcatrão ou cimento. Quando seremos capazes de ser consequentes com aquilo que é inegável? A terra não depende de nós, a água não depende de nós, a luz não depende de nós; somos nós que dependemos da terra, da água, da luz. Somos nós que dependemos da natureza.

 

O sol vermelho desce atrás das árvores. Os ramos são veias e artérias de encontro a um céu de cores que vão mudando muito devagar. Tudo parece acontecer a essa velocidade. Este silêncio está por baixo de todos os sons com que enchemos o planeta.

 

A Gorongosa é esperança. Envolvendo as comunidades locais, contribuindo para o seu desenvolvimento e restaurando a vida selvagem no parque, o projeto de recuperação da Gorongosa é esperança em Moçambique, mas não só; é esperança em África, mas não só; é esperança no mundo inteiro.

 

A noite chega com todas as estrelas. O céu imenso, polvilhado. Medimos o nosso tamanho a olhar para este céu.

 

A vida é muito maior do que apenas a nossa vida.

 

A terra prepara-se para um novo dia. Os animais sentem-na debaixo das patas, sabem que dependem dela para tudo. Da mesma maneira, sentem a noite. Sabem que têm de sobreviver-lhe, porque os animais não esqueceram. Os leões não querem guerra. Os gnus não querem guerra. Os javalis-africanos não querem guerra. Os pala-pala não querem guerra. Os elefantes não querem guerra. Os animais, todos eles, só querem viver. Os animais não esqueceram.

 

José Luís Peixoto, in Visão (setembro 2015)

 

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publicado às 21:29

A editora Dublinense acaba de publicar o romance Nenhum Olhar, no Brasil.

 

Com uma primeira edição neste país em 2005, pela Agir/Ediouro, Nenhum Olhar  foi vencedor do Prémio José Saramago em 2001 e está traduzido em 17 idiomas.

 

"Não é só ao emprestar poesia para a alma bruta dos personagens às voltas com a morte, o adultério, a ideia de família, que Nenhum Olhar dribla o realismo cru. Surge, neste romance tecido por variados pontos de vista, a potência imaginativa de José Luís Peixoto que mistura com simplicidades cotidianas um homem com mais de cento e cinquenta anos, um gigante, o demônio, uma cadela que acompanha duas gerações da família, uma voz presa em uma arca e uma galeria de personagens inusitados que podem ser lidos como metáforas, ou como parte de uma realidade que nos escapa." Reginaldo Pujol Filho

 

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publicado às 13:13

José Luís Peixoto está em Zagreb para uma conversa com o jornalista Jerko Bakotin sobres os dois romances já publicados pela editora Bozicevic (Knjiga/Livro e Galveias) e a publicação de Dentro do Segredo este outono:

 

7 de setembro21h00 Cinema Europa/Kino Europa - Great Hall, Varšavska ul. 3, 10000, Zagreb

 

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publicado às 00:24

José Luís Peixoto participará nas seguintes actividades em Brasília:

 

26 de agosto16h00 - mesa-redonda "Da fruição à criação: a literatura como direito humano", no âmbito da 1.ª edição do Livre - Festival Internacional de Literatura e Direitos Humanos - Parque Olhos d'Água, Quadra 413 e 414 - Asa Norte, Brasília - DF, 70876-000

 

27 de agosto09h00 - encontro com estudantes da Universidade de Brasília (UnB), numa iniciativa da Cátedra Agostinho da Silva e do Camões - Centro Cultural Português em Brasília - UnB, Brasília, DF, 70910-900

 

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publicado às 14:13

A editora japonesa Shinchosha acaba de publicar o romance Galveias, de José Luís Peixoto.

Incluído na prestigiada coleção Crest Books, o título em japonês é ガルヴェイアスの犬, o que significa "Os Cães de Galveias".

A tradução é de Maho Okazaki Kinoshita.

 

ジョゼ・ルイス・ペイショット/著 、木下眞穂/訳

ある日、ポルトガルの小さな村に、巨大な物体が落ちてきた。異様な匂いを放つその物体のことを、人々はやがて忘れてしまったが、犬たちだけは覚えていた――。村人たちの無数の物語が織り成す、にぎやかで風変わりな黙示録。デビュー長篇でサラマーゴ賞を受賞し「恐るべき新人」と絶賛された作家の代表作。オセアノス賞受賞。

 

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publicado às 12:39



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